Neurociência da criatividade por Renata Coura


Criatividade, a habilidade de produzir ideias inovadoras, é uma das habilidades mais exclusivas do ser humano. A definição científica mais comum para criatividade é a de Stein (1953): “Criatividade requer tanto originalidade quanto utilidade”. Mednick (1962) vem a seguir com uma extensão desta definição mais baseada na neurologia: “Criatividade é a formação de elementos associativos em novas combinações que atendem a requisitos específicos ou são, de alguma maneira, úteis, adaptáveis e funcionais. Quanto mais mutuamente distantes forem os elementos da nova combinação, mais criativo será o processo ou a solução”.


O pensamento criativo, que permite adaptar uma ideia original ao cenário do mundo real torna os seres humanos aptos a criar civilizações, como nenhum outro animal, e nos permitiu evoluir como espécie. A criatividade é uma função cognitiva de ordem superior, e é necessária para a solução de problemas, a adaptação a diferentes ambientes e para sobreviver no dia-à-dia. Além disso, ela gera entusiasmo e motivação em nossas vidas à medida que introduz novidades e abre caminho para novas possibilidades de percepção e consciência, direcionando-nos ao desenvolvimento, em uma variedade de campos, desde a ciência e tecnologia até as artes e cultura (Abraham, 2013).


Apesar desta função-chave e única, o processo e os mecanismos criativos ainda são pouco compreendidos, uma vez que sua complexidade torna sua pesquisa ainda mais difícil do que estudar processos cognitivos mais básicos, como a atenção e a memória. E, no entanto, estudos recentes sugerem que as ondas alfa corticais (8-12 Hz) estão correlacionadas e seletivamente envolvidas no pensamento criativo. De fato, o recrutamento de ondas alfa no cérebro, sobretudo no córtex frontal, parece aumentar com o processamento interno das demandas e está associada com o controle inibitório top-down, necessário para o processo criativo. Outros estudos também sugerem que o fenômeno criativo está impresso no cérebro social, e que a conexão entre o processo criativo e as atividades neurais subjacentes à diferenciação entre o si mesmo e os outros é moderada pelos traços culturais (Liu et al., 2018).


Apesar de não compreendermos plenamente a criatividade, nós sabemos que ela pode ser estimulada, treinada e aprimorada. Nós também sabemos que isso é influenciado e moderado pelo meio, pelas interações sociais e pelos traços culturais. A criatividade pode ser, direta ou indiretamente, medida em suas diferentes formas. Muitos pesquisadores tentam medir o processo que se presume ser responsável pela geração de ideias, como o pensamento divergente (DT) e as associações remotas (RAT). Outros pesquisadores se concentram na avaliação de pessoas criativas, mais frequentemente através de uma medida de personalidade, como a Escala de Personalidade Criativa (CPS) do Gough Adjective Check List, entre outras. Mesmo assim, nós ainda precisamos ser capazes de desenvolver uma forma de medir a criatividade global, algo que, de acordo com Simonton (2012), pode ser denominado como CQ (coeficiente de criatividade) e deve permitir que nossa compreensão neurocientífica da criatividade evolua.


Renata Coura é Présidente-Fondatrice chez Empowerment Center



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