O poder de uma respiração treinada por DeROSE Method Cambuí


Você respira o tempo todo e quase nunca percebe!


E isso é excelente! A respiração é uma função automática do nosso corpo e isso faz com que ele continue funcionando mesmo quando nossa atenção está em outra tarefa.


O que muitos de nós não sabe é que apesar de automática a maior parte do tempo, podemos alterar a nossa respiração de formas que talvez nunca tenhamos imaginado.


E aí reside um poder enorme de comandarmos uma série de outras funções automáticas do corpo, bem como nossos estados mentais e emocionais.


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) confirmou que a respiração se ajusta de acordo com as situações que vivemos, mais rápida quando estamos ansiosos e praticando exercícios ou mais lenta, quando estamos pegando no sono, por exemplo, como afirma o autor sênior do estudo, Jack Feldman.


No DeROSE Method, treinamos uma série de ritmos respiratórios e a ampliação da capacidade pulmonar, com a intenção de dominar esta função do nosso corpo e ganhar a habilidade de tranquilizar o emocional ou manter a mente mais focada, aumentar a motivação e entusiasmo e estimular a velocidade do pensamento, ou meditar.

Leia a matéria sobre o estudo da UCLA abaixo. O texto original está em inglês, com acesso pelo link no rodapé.

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Como nossos cérebros criam o ritmo respiratório é único para cada inspiração

‘Como uma música nova com a mesma batida’, diz o neurobiólogo da UCLA Jack Feldman

Elaine Schmidt (autora da matéria e da foto)| March 4, 2020

Tradução: Aline Daher 8 de fev. 2021

Respirar influencia tudo o que nós fazemos, por isso seu ritmo deve ser cuidadosamente organizado por nossos neurônios, certo?

Errado.

Cada inspiração que fazemos surge de um desordenado grupo de neurônios — cada um como se fosse um solista cantando sua música antes de se juntar a outros neurônios para harmonizar em uma nova respiração.

Esta é a essência do estudo do estudo da UCLA publicado em 3 de março de 2020, na edição online da Neuron.

“Estamos surpresos em aprender que nossos neurônios trabalham juntos para produzir um ritmo respiratório de maneira diferente cada vez que inspiramos,” disse Jack Feldman, o autor senior do estudo, um professor neurobiologia na David Geffen School of Medicine at UCLA e membro da UCLA Brain Research Institute. “Cada ciclo respiratório é como uma nova música com uma mesma batida."

Feldman e seus colegas estudaram uma rede pequena de neurônios chamada complexo preBötzinger. No início da sua carreira, Feldman sugeriu que a rede de neurônios era quem direcionava o ritmo respiratório no cérebro  - e ele definiu esta rede com o nome de um vinho alemão, cuja garrafa tinha acabado de ver.

Em 2015, o laboratório de Feldman descobriu surpreendentemente que baixos níveis de atividade no complexo preBötzinger estavam influenciando o ritmo respiratório. A descoberta deixou um enigma: como essas pistas menores poderiam gerar um ritmo de respiração infalível cujo fracasso significa morte?

Para responder a este enigma, a equipe da UCLA estudou fatias do tecido do cérebro de um camundongo e os neurônios do complexo preBötzinger que haviam sido meticulosamente isolados do tronco encefálico.

Gravando a atividade elétrica das células em laboratório, a equipe poderia investigar as conexões neuronais com suas redes vizinhas.

De acordo com Sufyan Ashhad, o primeiro autor do paper, as conversas entre os neurônios são semelhantes a um coral cujos membros estão praticando e cantando de forma sobreposta sem o benefício de um regente.

“É como se cada neurônio estivesse limpando a garganta e ensaiando sua melodia desafinada, de tal forma que o som coletivo não faz sentido,” disse Ashhad, um pesquisador pós-doutorado do laboratório de Feldman. “Conforme os neurônios interagem, no entanto, eles se sincronizam rapidamente para cantar afinados, transformando seus solos simultâneos de uma cacofonia numa harmonia".

Cada respiração começa como centenas de neurônios individuais sendo estranhamente ativados em baixos níveis, e rapidamente sincronizando. O esforço de sincronização comanda uma explosão de atividade que envia um comando de contração aos músculos do diafragma e do tórax, provocando a expansão peitoral. O ar entra rapidamente e preenche os pulmões pela inalação. 

Como o sinal diminui, o peito empurra o ar dos pulmões para expirar. O ciclo se repete gerando o ritmo respiratório.

“Dada a confiabilidade do ato de respirar, nós ficamos surpresos em descobrir que a forma como os neurônios se movem para sincronizar e gerar o ritmo respiratório é diferente em cada ciclo", disse Feldman.

Por que esta descoberta é importante? Por uma coisa, respirar é uma função subjacente a todos os aspectos da função cerebral, e Feldman disse que as descobertas poderiam sugerir novas abordagens para tratar distúrbios respiratórios em crianças com autismo e pessoas com apneia do sono.

Compreender como o ritmo respiratório é gerado pode também ajudar os cientistas a combater o aumento da taxa de mortalidade em usuários de ópio, que suprime a habilidade do cérebro em regular a respiração. 

“A mensagem que levamos para casa é que é importante estudar os efeitos dos neurônios no nível coletivo, não apenas individual", disse Ashhad. “Nós estamos otimistas de que a descoberta vá abrir novos caminhos e solucionar uma questão que tem persistido há séculos". 

A pesquisa ainda lança luz sobre os ajustes respiratórios em diferentes situações — mais rápido quando estamos ansiosos ou praticando atividade física, mais lento quando estamos pegando no sono, por exemplo. 

“O ritmo respiratório muda constantemente — desde o momento em que você se levanta de uma posição sentada e caminha para fora de casa," disse Feldman. “Se seu cérebro não pudesse se adaptar rapidamente, você morreria por falta de oxigênio antes mesmo de chegar à rua". 

O National Heart, Lung, and Blood Institute e o National Institute of Neurological Disorders and Stroke financiou a pesquisa.

Notícia original: https://newsroom.ucla.edu/releases/how-brains-create-breathing-rhythm

 



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