Como gostar do que não gosto! por Aline Daher


Você já parou para avaliar por que você não gosta de algumas tarefas que precisa realizar?

Cada vez mais compreendo que quando não gostamos de algo é preciso questionar se aquilo fere algum valor nosso, ou se simplesmente não gostamos porque não temos habilidade naquilo e preferimos nos defender atrás de um: “Não gosto disso!”

Afinal, gosto não se discute, não é?! Mas a questão é que, sempre que não gosto de algo, me sinto prisioneira do meu GOSTO. Como se não fosse capaz de ser livre o suficiente e aproveitar a vida em sua plenitude! É claro que estou me referindo a coisas com efeitos benéficos. Afinal de que adiantaria me esforçar para gostar do que me faz mal.

Lembro-me de quando eu comecei a gerir meu negócio, a montar e preencher planilhas e mais planilhas! Fazer a contabilidade, o gerenciamento de despesas e tudo que vem junto, eu ficava muito incomodada! E dizia mentalmente: “eu gosto de pessoas não de planilhas!” E só reforçava minha atitude de desgosto. 

Percebi, com o tempo, que quanto menos minha mente fazia drama para realizar aquela tarefa, mais conseguia enxergar o quanto ela era fundamental e me fazia tomar melhores decisões, enxergar melhor como lidar com as pessoas, como melhor atendê-las! E, claro, fui capaz de identificar como crescer!

Hoje, quando vou preencher aquelas mesmas planilhas contábeis, despesas, fechamentos e etc., meu coração se enche de alegria em poder ver um panorama do que realizei naquele mês e do que ainda posso realizar melhor! E saber quantas pessoas ficaram mais felizes em virtude do meu trabalho!

Compreendi que “gosto” nada mais é do que o resultado de tudo o que eu aprendi e experimentei na minha vida até agora! E que, portanto, posso treiná-lo e mudá-lo, se eu entender o significado daquela atividade.

E, mais, também entendi, depois de dedicar tempo a estudar e ampliar minha autopercepção, que a minha mente sempre vai resistir à mudança, porque me faz gastar energia que eu deveria economizar, me faz questionar minha identidade. Além disso, compreendi que minha família, amigos e colegas também vão preferir que eu continue sempre igual, e que a dificuldade em mudar pode ser porque eu não queira enfrentar este desconforto.

No entanto, também descobri que tomar a decisão de mudar de gosto é uma escolha simples, porque, como a tendência de tudo é mudar, seja para melhor ou por degradação, o desconforto sempre vai me encontrar em alguma dessas opções. E eu decidi que prefiro encontrá-lo voluntariamente, e não repentinamente. E isso vale pra começar a gostar de algo de que não gostava, ou desgostar do que gostava.

Resumindo:

  1. A resistência à mudança é um fato e é natural, seja para economizar a energia do corpo, seja por força das tradições ou paradigmas dos grupos que você frequenta.
  2. A mudança é inevitável e também natural; o que não está crescendo está em processo de degradação.
  3. Não gostar de realizar alguma atividade ou tarefa pode representar apenas falta de habilidade naquilo.
  4. Para vencer isso, basta se treinar e estar com a mente aberta a aprender.
  5. Não gostar também pode ser uma reação ao fato de um valor teu ser ferido por aquela atividade que precisa realizar. Neste caso, talvez seja necessário afastar-se da empresa, ou às vezes da profissão ou projeto do qual faz parte.
  6. Tomar a decisão de gostar do que não gosta hoje leva em consideração avaliar todos os itens anteriores.
  7. É preciso dedicação a técnicas de apreciação e meditação, para que encontre o sentido daquela tarefa no seu contexto, e assim ache a motivação que buscava.
  8. E exercitar mindfulness, atenção plena, estar presente em cada detalhe da atividade que realiza, vai te permitir dar seu melhor e extrair melhores resultados, gerando uma sensação de recompensa, e fazendo desta memória também um grande impulsionador da sua vontade em repetir a tarefa.

E você? Já parou para pensar por que não gosta do que não gosta? rs

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Aline Daher está, há 10 anos na área de desenvolvimento humano. É professora do DeROSE Method e Facilitadora do Programa Mindfulness Design. Graduada em jornalismo, dedica-se à produção e edição de conteúdo há mais de 17 anos.

E-mail: aline.daher@derosemethod.org

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